quarta-feira, 26 de março de 2014

A colação de grau vista pelo formando

O evento nem sempre é tão interessante para quem não faz parte do grupo de formandos. Geralmente a emoção das mães e avós são demonstradas com mais afeto. Os pais até sabem da importância daquele momento, ficam felizes com a formação dos filhos, mas quase sempre param por aí. Os amigos e namorados (as) vão até lá apenas para formalizarem o protocolo, porém, sempre se dispersam com algo.

Tudo isso que acaba de ser descrito é como uma colação de grau é vista por quem está de fora. Mas, para quem está ali, se formando, é uma coisa totalmente oposta. No dia do festejo a ansiedade já toma conta de quem irá colar grau. Quanto mais próximo do horário, mais o frio na barriga aumenta. E podem ter certeza que até mesmo os mais "sérios e durões" sentem essa mesma sensação.

Ao chegar no salão de eventos o momento de ser a estrela da festa fica claro. É correria para tirar foto com os companheiros de sala, com os pais, os amigos e até mesmo sozinho, já que esse momento pode ser único na vida.

Depois disso é a vez de pegar a beca. Um mundo de filas está ali na sua frente. A fila pra assinar sua presença, a própria fila para pegar a beca do seu tamanho, a fila para tirar foto segurando o canudo com o nome da universidade e, por último, a fila assinando o livro de formandos.

E a cada passagem de ambiente a responsabilidade aumenta. Depois disso é a vez da formação da fila final para que todos subam ao palco para iniciar oficialmente o evento de colação de grau. No caminho passa-se um filme na cabeça. Tudo o que aconteceu para estar ali, todos os sufocos, todas as brigas e discussões para realização de trabalhos, todo os momentos de estudo, e claro, todas as aulas chatas ou legais que foram dadas ao longo do curso. O filme se estende para momentos da infância, da escola, do vestibular, enfim, são anos de vida que passam em alguns minutos. E quem pensa que para por aí, se engana.

Com todos os formandos no palco, é iniciada a colação. O hino nacional começa a ser executado e todos se posicionam em pé. Depois vem a abertura, os clichês de toda formatura, até o momento em que um por um do nome dos formandos é anunciado. E aí, de novo, o filme recomeça. O frio na barriga aumenta e as pernas já começam a tremer. Ora, todos sabem que no meio da multidão você será chamado ao palco para pegar seu diploma e nesse momento você se transforma no ponto alto da festa.

Quando tudo isso acaba vem a parte da despedida. As fotos são tiradas entre os companheiros de sala, os professores, amigos e etc. Muitos dali você sabe que talvez nunca mais encontrará na vida. Na verdade ou um outro será seu companheiro de redação e um ou outro poderá manter contato para o resto da vida.

Independente de tudo isso, a colação de grau é um evento memorável para o formando. Dá até aquela vontade de cursar outra faculdade para estar ali, vivendo toda aquela emoção novamente.
Enquanto isso não acontece, deixo na memória tudo aquilo que foi vivido na colação de grau dos formandos de comunicação social 2013 da Universidade Anhembi Morumbi.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Viela entre as ruas Caro Sacaibu, Boleadeiras e Pacamó ganha cara nova

Em meados de 2012, quando estagiava na Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba, realizei uma das principais matérias da minha carreira, que apesar de ser recente, já possui coisas a serem contadas. 

Graças a um mutirão de moradores e a ajuda de parcerias, o local passou uma revitalização. Abaixo, o texto de minha autoria na íntegra:

A viela localizada entre as ruas Caro Sacaibu, Boleadeiras e Pacamó, no bairro do Jardim Elba, zona leste de São Paulo, que possui cerca de mil metros de extensão, passou no ano de 2012, por um intenso processo de revitalização e ganhou uma cara nova. Isso porque, o local que era apenas um lixão, cheio de animais transmissores de doenças como ratos e baratas, foi modificado e hoje nem parece ser mais aquele ambiente sujo.


Viela antes da revitalização (Foto: Rutenéia Alvarez)

Segundo Rutenéia Álvares da Silva, que faz parte do Conselho Gestor de Saúde e também da Associação Espaço Comunitário Livre Acesso, que reúne moradores da região do Jardim Elba para diversas atividades, essa revitalização só foi possível após parcerias e muito esforço da comunidade. “Fizemos uma reunião em janeiro de 2012, envolvendo o Conselho, a Associação, o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis, além da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba por intermédio de um de seus assessores, além de contar com a voz da comunidade, e conseguimos transformar um antigo lixão cheio de violência, em uma área pública com iluminação e sobretudo limpeza”, disse Rutenéia.


Viela antes da revitalização (Foto: Rutenéia Alvarez)

Tudo isso também só foi possível graças às inúmeras doações. Após um mutirão na comunidade, foram recolhidos pneus velhos de borracharias, terras para plantio, e mais de 200 mudas de plantas vindas do Viveiro do Carmo para a construção das floreiras, que teve início em maio deste ano. Até mesmo as crianças têm uma parcela de ajuda na viela. Os pneus foram pintados por elas, e depois da colocação da terra e o plantio das mudas, ganharam uma estética de modo sustentável. O plantio das flores foi realizado durante a semana de Meio Ambiente, comemorada no dia cinco de junho.


Moradores da Comunidade posam junto à viela (Foto: Heitor Pires)


“O acesso ao local melhorou e mudou para melhor nossas vidas. A limpeza e a iluminação deixaram a viela bastante tranquila, dando mais segurança para nós moradores. Além disso, não temos uma quadra, uma praça, muito menos um campo por perto, e essa transformação toda nos ajudou a ter um espaço para usufruir”, disse dona Maria da Graça de Souza, que há mais de 30 anos habita uma casa próximo à viela.

Processo de revitalização da Viela está em estágio avançado (Foto: Heitor Pires)

O próximo passo a ser dado na viela é a melhoria do esgoto, que já foi solicitado junto à Prefeitura. Outra ação que está sendo pensada e quase em fase de início, é a dos grafites nos muros, em toda a viela, para dar uma visão mais agradável para quem utiliza aquela travessia.

Diversas floreiras foram colocas ao longo da Viela (Foto: Heitor Pires)

E as coisas não param por aí: a Associação, com a coordenação de Rutenéia, espera conseguir equipamentos públicos, além de ônibus biblioteca, um centro de cultura, a exemplo do Fábricas de Cultura instalado em área da Fazenda da Juta, e até mesmo rampas de acessibilidade para cadeirantes e pessoas com dificuldades físicas e aí sim, dar por terminada a revitalização da viela.